terça-feira, 18 de novembro de 2014

Papa Francisco: "A conversão é certa quando chega ao bolso"


Francisco celebra missa na Casa Santa Marta - OSS_ROM
18/11/2014 10:54

Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta terça-feira, 18/11, o Papa advertiu os fiéis para não se tornarem ‘cristãos mornos, acomodados ou de aparência’.  Na homilia da missa presidida na Casa Santa Marta, Francisco destacou que os cristãos devem sempre atender ao chamado de Jesus à conversão, para não passarem de pecadores a corruptos. 
Na primeira leitura, o Senhor pede aos cristãos de Laudiceia que se convertam, porque caíram na ‘tepidez’; vivem na ‘espiritualidade da comodidade’. Quem vive assim, afirmou, pensa que não lhe falta nada, que ‘está bem, pois vai à missa aos domingos e reza de vez em quando’. “Estou na graça de Deus e sou rico”, acreditam. 
“Este estado de espírito é um estado de pecado. O Senhor não poupa palavras a estas pessoas e lhes aconselha a ‘vestirem-se’, porque os cristãos ‘acomodados’ são nus”. 
Acrescentou ainda que “há um segundo chamado: aos que vivem de aparência”. Estes se crêem vivos, mas estão mortos. A eles, o Senhor pede para serem atentos. “As aparências – disse o Papa – são o sudário destes cristãos, que estão mortos”. O Senhor os chama à conversão: 
Eu sou um destes cristãos das aparências? Sou vivo dentro, tenho uma vida espiritual? Sinto o Espírito Santo? Dou-lhe ouvidos? Ou... se parece que vai tudo bem, não me questiono? Tenho uma boa família, ninguém fala mal de mim, tenho tudo o que preciso, sou casado na Igreja... estou na graça de Deus, estou tranquilo. Estes são cristãos de fachada. Devemos procurar alguma coisa de vivo dentro, temos que nos converter: das aparências à realidade. Do torpor ao fervor”.
O terceiro chamado à conversão é a Zaqueu, “chefe dos publicanos e rico”. “É um corrupto – disse o Papa -, trabalhava para os estrangeiros, para os romanos, traía a sua Pátria”:
Era um como muitos dirigentes que nós conhecemos: corruptos. Esses que, ao invés de servir ao povo, o exploram para servir a si mesmos. Existem alguns assim no mundo. E as pessoas não o queriam. Isso, sim, não era morno; não estava morto. Era em estado de putrefação. Corrupto, justamente. Mas sentiu algo dentro: ‘este profeta que dizem que fala tão bem, eu gostaria de encontrá-lo, por curiosidade’. O Espírito Santo é sagaz, eh! E semeou a semente da curiosidade, e aquele homem para vê-lo se comporta de maneira um pouco ridícula. Pensem num dirigente importante, e também corrupto, um chefe dos dirigentes, mas sobe numa árvore para observar uma procissão: pensem nisso. Que ridículo!
Zaqueu, disse, “sentiu vergonha”. Queria vê-lo e “dentro trabalhava o Espirito Santo”. E depois “a Palavra de Deus entrou naquele coração e, com a Palavra, entrou a alegria”. “Os da comodidade e da aparência – disse o Papa – tinham esquecido o que era a alegria; e este corrupto a recebe imediatamente, “o coração muda, se converte”. E assim Zaqueu promete devolver quatro vezes o que roubou:
Quando a conversão chega até o bolso, é certa. Cristãos de coração? Sim, todos. Cristãos de alma? Todos. Mas cristãos de bolso, poucos, eh! Poucos. Mas, a conversão … e aqui chegou logo: a palavra autêntica. Converteu-se. Mas diante desta palavra, havia outra, a dos que não queriam a conversão, que não queriam se converter: ‘Vendo isso, murmuravam: ‘Entrou na casa de um pecador!’: sujou-se, perdeu a pureza. Deve purificar-se porque entrou na casa de um pecador’”.
São “três chamados à conversão”, reafirmou que o próprio Jesus faz “aos mornos, para aqueles da comodidade; para aqueles da aparência, para aqueles que pensam que são ricos, mas são pobres, não têm nada, estão mortos”. A Palavra de Deus, disse o Papa, “é capaz de mudar tudo”, mas “nem sempre temos a coragem de crer na Palavra de Deus, de receber a Palavra que nos cura dentro”. A Igreja, concluiu, deseja que nestas últimas semanas do Ano Litúrgico “pensemos muito, muito seriamente, na nossa conversão, para que possamos avançar no caminho da nossa vida cristã”. E nos diz de “recordar da Palavra de Deus, faz apelo à memória, de protegê-la, de vigiar e também de obedecer à Palavra de Deus, porque começamos uma vida nova, convertida”.
Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Papa anuncia visita ao Santo Sudário em Turim

Cidade do Vaticano (RV) – No final da Audiência Geral desta quarta-feira, Francisco anunciou que em 21 de junho do próximo ano visitará a Arquidiocese de Turim, para venerar o Santo Sudário e honrar São João Bosco, no bicentenário do seu nascimento.

No final da manhã, foi realizada uma coletiva na Sala de Imprensa da Santa Sé, com a presença do Arcebispo de Turim, Dom Cesare Nosiglia. Segundo ele, o anúncio de Francisco dá início ao plano organizacional dos três eventos que marcarão o ano de 2015 na cidade e na região: a exposição do Sudário (de 19 de abril a 24 de junho), as iniciativas pelos 200 anos do nascimento do Dom Bosco e visita do Pontífice.

A exposição do Sudário no Duomo de Turim será caracterizada por dois temas especiais: juventude e sofrimento. “É pensando nesses temas, de fato, que o Papa Francisco permitiu a exposição solene”, declarou.

Para representar esta realidade, o lema do evento foi extraído do Evangelho de São João (15, 13), “Amor maior”, para destacar a ligação profunda entre todos os aspectos do amor: da doação da própria vida até a morte na Cruz.

Como nas exposições precedentes, a visita ao Sudário é completamente gratuita, mas é necessário reservar através do portal

Fonte: Rádio Vaticano 

domingo, 2 de novembro de 2014

Papa no Angelus deste sábado, 01 de novembro: comunhão dos Santos e paz para Jerusalém

Cidade do Vaticano (RV) – Neste dia 1º de novembro, solenidade de Todos os Santos, o Papa Francisco rezou, ao meio-dia, a oração do Ângelus, com os numerosos fiéis presentes na Praça São Pedro.

Em sua alocução mariana, o Pontífice recordou que “os primeiros dois dias do mês de novembro constituem para todos um momento intenso de fé, de oração e de reflexão sobre as “últimas coisas” da vida. 

De fato, celebrando todos os Santos e comemorando todos os fiéis Defuntos, a Igreja peregrina na terra vive e exprime, na Liturgia, o vínculo espiritual que a une à Igreja celeste. E o Papa acrescentou:

Hoje, elevamos louvores a Deus pela multidão incontável de santos e santas de todos os tempos: homens e mulheres comuns, simples, às vezes considerados “últimos” pelo mundo, mas “primeiros” para Deus. Ao mesmo tempo, recordamos os nossos queridos defuntos com a visita aos cemitérios: é motivo de grande consolação pensar que eles estão em companhia da Virgem Maria, dos Apóstolos, dos mártires e de todos os santos e santas do Paraíso!”.

A Solenidade de hoje, explicou o Papa, nos ajuda a considerar uma verdade fundamental da fé cristã, que professamos no “Credo”: a Comunhão dos Santos. Esta é a comunhão que nasce da fé e une todos aqueles que pertencem a Cristo, pela força do Batismo. 

“Trata-se de uma união espiritual, que não é dividida pela morte, mas prossegue na outra vida. Com efeito, permanece um elo de união indestrutível entre nós, vivos, neste mundo e os que passaram pelos umbrais da morte. Nós, aqui na terra, juntamente com aqueles que entraram na eternidade, formamos uma única e grande família”.

Esta maravilhosa comunhão entre a terra e o céu realiza-se, de modo mais alto e intenso, na Liturgia e, sobretudo, na celebração Eucarística, que manifesta e atua a união mais profunda entre os membros da Igreja. De fato, na Eucaristia encontramos Jesus vivo e a sua força. Através dele entramos em comunhão com os nossos irmãos na fé: aqueles que vivem conosco aqui na terra e aqueles que nos precederam na outra vida, a vida sem fim. E o Pontífice continuou:

Esta realidade da comunhão nos enche de alegria: é maravilhoso ter tantos irmãos na fé, que caminham ao nosso lado, nos sustentam com a sua ajuda e conosco percorrem o mesmo caminho para o céu. É consolador saber que há outros irmãos que já entraram no céu, que nos aguardam e rezam por nós, para que, juntos, possamos contemplar, eternamente, a face gloriosa e misericordiosa do Pai”.

Na grande assembleia dos Santos, afirmou o Papa, Deus quis reservar o primeiro lugar à Mãe de Jesus. Maria está ao centro da Comunhão dos Santos como protetora singular do vínculo da Igreja universal com Cristo. Para quem deseja seguir Jesus no caminho do Evangelho, ela é a guia segura, a Mãe carinhosa e atenciosa, a quem podemos confiar todos os nossos desejos e dificuldades.

O Bispo de Roma concluiu a sua alocução mariana, convidando todos a rezar, juntos, à Rainha de Todos os Santos, a fim de que ela nos ajude a responder a Deus, com generosidade e fidelidade, que nos chama a sermos santos como Ele é Santo.

Ao término da oração do Angelus, o Santo Padre afirmou ainda que a Liturgia de hoje fala da glória de Jerusalém celeste. Por isso, convidou os presentes a rezar para que a Cidade Santa, tão querida pelos hebreus, cristãos e muçulmanos, que nestes dias foi testemunha de diversas tensões, possa ser sempre mais sinal e antecipação da paz que Deus deseja para toda a família humana.

A seguir, o Papa recordou que, hoje, em Vitória, na Espanha, será proclamado Beato o mártir Pedro Asúa Mendía, sacerdote humilde e austero, que pregou o Evangelho com a santidade da vida, a catequese e a dedicação aos pobres e necessitados. Preso, torturado e assassinado, por ter manifestado o seu desejo de permanecer fiel ao Senhor e à Igreja, ele representa para nós um admirável exemplo de fortaleza na fé e de testemunho da caridade.

Enfim, saudou os peregrinos provenientes da Itália e de muitos outros países, de modo particular, os participantes na "Corrida dos Santos" e da "Marcha dos Santos", promovidas, respectivamente, pela Fundação Don Bosco no Mundo e pela Associação Família Pequena Igreja. O Pontífice se congratulou com estas iniciativas, que unem o esporte, o testemunho cristão e o compromisso humanitário. 

E, antes de se despedir dos presentes na Praça de São Pedro, o Bispo de Roma, avisou que, na tarde de hoje, irá ao cemitério de Verano, onde celebrará a Santa Missa em sufrágio dos defuntos. Visitando o principal cemitério de Roma, o Papa se une espiritualmente àqueles que, nestes dias, visitarão os túmulos de seus entes queridos nos cemitérios do mundo inteiro. 

Por fim, o Papa Francisco desejou a todos uma boa festa, na alegria de fazer parte da grande família dos Santos, pedindo aos fiéis para rezar por ele, aos quais abençoou de coração. (MT)

Fonte: Rádio Vaticano 

CNBB: “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”

Brasília (RV) - Após três meses do lançamento do Estudo nº 107, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”, lideranças participaram do 7º Seminário dos Bispos Referenciais da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para avaliar as sugestões ao texto e discutir os andamentos dos trabalhos da Comissão. O encontro, realizado de 28 a 30 de outubro, reuniu assessores, leigos e representantes de associações, movimentos e novas comunidades com o objetivo de recolher as contribuições enviadas pelas dioceses e regionais que refletiram sobre o Estudo 107. 

O Bispo de Caçador (SC) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, Dom Severino Clasen, explica que o texto foi bem aceito pelas comunidades que têm discutido sobre a dimensão do cristão leigo em assembleias diocesanas e paroquiais, formações, seminários. “Recebemos diversas propostas para melhorar o texto de estudo”. 

Na ocasião, os bispos e leigos também avaliaram os quatro anos de atividades da Comissão para o Laicato. Os resultados apontam amadurecimento e consolidação dos trabalhos voltados aos leigos na Igreja no Brasil. “Percebemos que houve evolução no diálogo da Comissão com diferentes instâncias como as novas comunidades, associações laicais, movimentos. Na avaliação, concluímos que devemos prosseguir neste entusiasmo e na unidade”, disse Dom Severino. 

Nova redação
Os trabalhos do Seminário tiveram continuidade na reunião da Comissão para o Laicato, na sexta-feira, 31, na sede da CNBB, em Brasília. Membros da equipe de redação do texto sobre “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade” deram encaminhamento às próximas etapas dos trabalhos. A proposta da Comissão é apresentar aos bispos uma redação ampliada e revisada do Estudo 107, na 53ª Assembleia Geral da Conferência, em Aparecida (SP), em abril de 2015. 

O objetivo é que o texto seja aprovado como documento da Igreja no Brasil. O texto busca animar o laicato na compreensão de sua atuação como sujeitos eclesiais nas diversas realidades em que se encontram inseridos. A organização do material baseia-se no método ver-julgar-agir e divide-se em três capítulos: “O Mundo Atual: Esperanças e Angústias”, “O Sujeito eclesial: Cidadãos, Discípulos e Missionários”, e “A ação Transformadora na Igreja e no Mundo”. “Queremos, ainda, mobilizar a partir destas reflexões todo o laicato do Brasil para o Ano do Leigo, propondo a conscientização da missão dos leigos na Igreja e na sociedade, o papel dos conselhos laicais, formações e atuação”, explica Dom Severino. (SP-CNBB) 

Fonte: Rádio Vaticano 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Dia Mundial das Missões: significado e objetivo

Brasília (RV) - A Igreja Católica no mundo todo celebrou domingo, 19, o Dia Mundial das Missões. A data foi criada pelo Papa Pio XI, em 1926, como auge da Campanha Missionária celebrada ao longo do mês de outubro. No penúltimo domingo de outubro, as ofertas são integralmente enviadas às Pontifícias Obras Missionárias (POM) e encaminhadas ao Fundo Mundial de Solidariedade em Roma, para financiar projetos em todo o mundo, como a sustentação de dioceses, manutenção de seminários, obras sociais e assistência aos missionários.

Em 2014, o tema trabalhado pela Campanha é “Missão para libertar”, reflexão que retoma a Campanha da Fraternidade deste ano, que abordou “Fraternidade e Tráfico Humano”. A campanha pretende alertar para a realidade do tráfico de pessoas, crime que representa a escravidão moderna e apresenta um grande desafio para a missão evangelizadora.

Acompanhada do lema “Enviou-me para anunciar a libertação”, a Campanha Missionária chama a atenção para a escravidão do tráfico humano em suas diversas expressões, como a exploração do trabalho; exploração sexual; extração de órgãos e tráfico de crianças e adolescentes para adoção.

O Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB e bispo de Ponta Grossa (PR), Dom Sérgio Arthur Braschi, falou sobre o tema e o lema, lembrando que o tráfico humano é a forma moderna de escravidão. Ele citou ainda com especial atenção das populações indígenas e quilombolas, que também foram retratadas nos encontros da Novena, outro subsídio da Campanha.

No Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) têm a responsabilidade de organizar, todos os anos, a Campanha Missionária, com a colaboração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por meio da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, da Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (Comina).
(CM-CNBB)


Fonte: Rádio Vaticano 

domingo, 19 de outubro de 2014

Papa Paulo VI é Beato

Cidade do Vaticano (RV) – Paulo VI é Beato. Na Missa celebrada na Praça São Pedro neste domingo, 19 de Outubro, na presença de 70 mil pessoas, o Papa Francisco, beatificou o Papa Montini, que instituiu o Sínodo, e concluiu o Sínodo Extraordinário para a Família. Meditando o Evangelho do 29º Domingo do Tempo Comum, o Pontífice dedicou sua homilia ao Sínodo e ao “timoneiro do Concílio Vaticano II”, Paulo VI, que soube “dar a Deus o que é de Deus”, dedicando toda a sua vida a este “dever sacro, solene e gravíssimo: continuar no tempo e dilatar sobre a terra a missão de Cristo”. O Papa Emérito Bento XVI estava presente na cerimônia.

A imagem de Paulo VI sorridente com as mãos voltadas ao alto ilustrava a fachada da Basílica São Pedro, num domingo de céu azul e temperatura agradável. O rito de beatificação deu-se no início da celebração, quando o Bispo de Bréscia e Postulador da Causa, agradeceu ao Santo Padre pelo dom da Beatificação de Montini.

Francisco iniciou a homilia refletindo sobre a célebre frase pronunciada por Jesus "dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", uma "resposta irônica" às provocações dos fariseus, e "uma resposta útil que o Senhor dá a todos aqueles que sentem problemas de consciência, sobretudo quando estão em jogo as suas conveniências, as suas riquezas, o seu prestígio, o seu poder e a sua fama".

E explicou a seguir que “dar a Deus o que é de Deus” significa “reconhecer e professar, mesmo diante de qualquer tipo de poder, que só Deus é o Senhor do homem e não há outro” e “abrir-se à sua vontade e dedicar-Lhe a nossa vida, cooperando para o seu Reino de misericórdia, amor e paz”. E ressaltou, que devemos descobrir a cada dia esta novidade para vencer “o temor que muitas vezes sentimos perante as surpresas de Deus”:

Ele não tem medo das novidades! Por isso nos surpreende continuamente, abrindo-nos e levando-nos para caminhos inesperados. Ele renova-nos, isto é, faz-nos «novos» continuamente. Um cristão que vive o Evangelho é «a novidade de Deus» na Igreja e no mundo. E Deus ama tanto esta «novidade»!

Nisto – disse o Pontífice – “está a nossa verdadeira força, o fermento que faz levedar e o sal que dá sabor a todo o esforço humano contra o pessimismo predominante que o mundo nos propõe”, e nisto reside a nossa esperança, “que não é uma fuga da realidade”, mas leva o cristão a fixar o olhar “na realidade futura, a realidade de Deus, para viver plenamente a existência – com os pés bem fincados na terra – e responder, com coragem, aos inúmeros desafios novos”.

Após o Pontífice falou sobre o Sínodo Extraordinário dos Bispos, dizendo que pastores e leigos de todo o mundo trouxeram a Roma a voz de suas Igrejas particulares para ajudar as famílias de hoje a caminhar na estrada do Evangelho, com o olhar fixo em Jesus:

Foi uma grande experiência, na qual vivemos a sinodalidade e a colegialidade e sentimos a força do Espírito Santo que sempre guia e renova a Igreja, chamada sem demora a cuidar das feridas que sangram e a reacender a esperança para tantas pessoas sem esperança”.
O Papa pediu que o Espírito Santo que lhes permitiu “nestes dias laboriosos, trabalhar generosamente com verdadeira liberdade e humilde criatividade, continue a acompanhar o caminho que nos prepara, nas Igrejas de toda a terra, para o Sínodo Ordinário dos Bispos no próximo Outubro de 2015”. 

Voltando seu olhar a seguir para Paulo VI, recordou as palavras com que ele instituiu o Sínodo dos Bispos: “Ao perscrutar atentamente os sinais dos tempos, procuramos adaptar os métodos (...) às múltiplas necessidades dos nossos dias e às novas características da sociedade”, para então afirmar:

“A respeito deste grande Papa, deste cristão corajoso, deste apóstolo incansável, diante de Deus hoje só podemos dizer uma palavra tão simples como sincera e importante: Obrigado! Obrigado, nosso querido e amado Papa Paulo VI! Obrigado pelo teu humilde e profético testemunho de amor a Cristo e à sua Igreja!”.

Ao recordar trechos do diário do Papa Montini, após o encerramento do Concílio Vaticano, Francisco sublinhou que ele soube, “quando se perfilava uma sociedade secularizada e hostil, reger com clarividente sabedoria – e às vezes em solidão – o timão da barca de Pedro, sem nunca perder a alegria e a confiança no Senhor”. (JE)



Papa Francisco no Angelus: Paulo VI, mariano e impulsionador das missões



Cidade do Vaticano (RV) – Ao término da celebração conclusiva do Sínodo e de beatificação de Paulo VI, Francisco dedicou sua reflexão, que precede a Oração Mariana do Angelus, ao Papa Montini.

O Santo Padre iniciou saudando as Delegações oficiais e em particular os fiéis de Bréscia, Milão e Roma, “ligados de modo significativo à vida e ao ministério do Papa Montini”, exortando-os a “seguir fielmente os ensinamentos e o exemplo do novo Beato”:

Ele foi um corajoso apoiador da missão ad gentes; testemunha isto sobretudo a Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi com a qual quis despertar o ímpeto e o empenho pela missão da Igreja. E esta exortação ainda é atual. Tem toda a atualidade (apalusos)! É significativo considerar este aspecto do Pontificado de Paulo VI, justamente hoje quando se celebra o Dia Mundial das Missões”.
Antes da oração do Angelus, Francisco ressaltou “a profunda devoção mariana do Beato Paulo VI”, recordando que “o povo cristão será sempre agradecido pelo Exortação Apostólica Marialis cultus e por ter proclamado “Maria Mãe da Igreja”, por ocasião do encerramento da terceira Sessão do Concílio Vaticano II”. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Papa Francisco: abrir-se às surpresas de Deus e não fechar-se aos sinais dos tempos

RealAudioMP3 Cidade do Vaticano (RV) – Abrir-se às surpresas de Deus e não fechar-se aos sinais dos tempos: foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa matutina na Casa Santa Marta, comentando as palavras de Jesus aos doutores da lei.

Muitas vezes, observou o Pontífice, esses doutores pedem sinais a Jesus, e Ele responde que não são capazes de “ver os sinais dos tempos”:

Por que esses doutores da lei não entendiam os sinais dos tempos e pediam um sinal extraordinário (que depois Jesus deu), por que não entendiam? Antes de tudo, porque estavam fechados. Estavam fechados em seu sistema, tinham elaborado a lei muito bem, uma obra-prima. Todos os judeus sabiam o que se podia ou não fazer, até onde ir. Estava tudo arrumado. E eles se sentiam seguros ali”.

Para eles, acrescentou o papa, Jesus fazia “coisas estranhas”: “caminhar com pecadores, comer com os publicanos” – o que para os doutores significava colocar a doutrina em perigo. Eles se esqueciam que Deus é o Deus da lei, mas também o Deus das surpresas:

Eles não entendiam que Deus é o Deus das surpresas, que Deus é sempre novo; jamais renega a si mesmo, mas sempre nos surpreende. E eles não entendiam e se fechavam naquele sistema feito com tanta boa vontade e pediam a Jesus: ‘Dê um sinal!’. E não entendiam os muitos sinais que Jesus dava e que indicavam que o tempo estava maduro. Fechamento! Segundo, tinham se esquecido que eles eram um povo em caminho. Em caminho! E quando alguém está em caminho, sempre encontra coisas novas, coisas que não conhecia”.

O Papa acrescentou que “um caminho não é absoluto em si mesmo”, mas é o caminho rumo “à manifestação definitiva do Senhor. A vida é um caminho rumo à plenitude de Jesus Cristo, quando virá pela segunda vez”. Esta geração procura um sinal, mas – afirma o Senhor – não lhe será dado qualquer sinal, a não ser o de Jonas”, ou seja, “o sinal da Ressurreição, da Glória, daquela escatologia rumo à qual caminhamos”. Quando Jesus afirma no Sinédrio ser o Filho de Deus, os doutores leem este sinal como uma blasfêmia E por isso, Cristo os define como “geração má”.

Francisco reiterou que “se a lei não leva a Jesus Cristo, não se aproxima Dele, está morta. E por isso Jesus reprova os doutores, por não serem capazes de conhecer os sinais dos tempos:

E isso deve fazer-nos pensar: eu fico preso às minhas coisas, às minhas ideias, fechado? Ou estou aberto ao Deus das surpresas? Sou uma pessoa estática ou uma pessoa que caminha? Eu acredito em Jesus Cristo – naquilo que Ele fez: morreu, ressuscitou e acabou a história – ou acredito que o caminho prossiga rumo à maturidade, à manifestação de glória do Senhor? Eu sou capaz de entender os sinais dos tempos e ser fiel à voz do Senhor que se manifesta neles? Podemos hoje fazer estas perguntas e pedir ao Senhor um coração que ame a lei, porque a lei é de Deus; mas que ame também as surpresas de Deus e que saiba que esta lei santa não é fim em si mesma”.

Em caminho, reafirmou o Papa, é uma pedagogia “que nos leva a Jesus Cristo, ao encontro definitivo, onde haverá este grande sinal”.

(BF)



Fonte: Rádio Vaticano 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

"O EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA GUARDAR NOSSO CORAÇÃO DO MAL"

Para o mal não entrar no nosso coração existe uma prática muito antiga, mas tão boa, o exame de consciência. Foi o que afirmou o Papa Francisco na homilia da Missa matutina celebrada na Casa Santa Marta nesta sexta-feira.

O Evangelho do dia nos recorda que o diabo sempre volta para nos tentar, nunca deixa de fazer isto: "O diabo tem paciência - afirma o Papa Francisco -não deixa aquilo que quer para si", a nossa alma:

"Após as tentações, no deserto, quando Jesus foi tentado pelo diabo, na versão de Lucas se diz que o demônio o deixou por um tempo, mas durante a vida de Jesus voltava e voltava: quando o colocavam à prova, quando preparavam-lhe armadilhas, na Paixão, até a Cruz. 'Mas se Tu és o Filho de Deus, vem, vamos para casa conosco, assim nós podemos acreditar'. E todos nós sabemos que esta palavra toca o coração: 'Mas tu és capaz? Mostre-me! Não, não és capaz'. Como o diabo, até o fim, com Jesus. E assim também conosco".

É necessário guardar o nosso coração onde habita o Espírito Santo - sublinha o Papa "para que não entrem outros espírito". Proteger o coração, como se protege uma casa, à chave". E depois vigiar o coração, como um sentinela:

"Quantas vezes - observa - entram os maus pensamentos, as más intenções, os ciúmes, a inveja. Tantas coisas que entram. Mas quem abriu aquela porta? Por onde entraram? Se eu não me dou conta" daquilo que "entra no meu coração, o meu coração se torna uma praça, onde todos vem e vão. Um coração sem intimidade, um coração onde o Senhor não pode falar e nem mesmo ser escutado":

"E Jesus diz uma outra coisa alí, não é mesmo? - que parece um pouco estranha: 'Quem comigo não ajunta, espalha'. Usa a palavra 'ajuntar'. Ter um coração contrito, um coração onde sabemos o que acontece, e aqui e lá se pode fazer a prática tão antiga da Igreja, mas boa: o exame de consciência. Quem de nós, de noite, antes de acabar o dia, permanece sozinho, sozinha, e se pergunta: o que aconteceu hoje no meu coração? O que aconteceu? Que coisas passaram pelo meu coração? Se não fizermos isto, realmente não sabemos vigiar bem, nem proteger bem".

O exame de consciência "é uma graça, porque guardar o nosso coração é guardar o Espírito Santo, que está dentro de nós":

"Nós sabemos, Jesus fala claramente, que os diabos voltam, sempre. Mesmo no fim da vida, Jesus nos dá o exemplo sobre isto. E para guardar, para vigiar, para que não entrem os demônios, é necessário saber recolher-se, isto é, estar em silêncio diante de si mesmo e diante de Deus, e no fim do dia perguntar-se: 'O que aconteceu hoje no meu coração? Entrou alguém que não conheço? A chave está no lugar?'. E isto nos ajudará a defender-nos de tanta maldade, mesmo daquelas que nós podemos fazer, se entram estes demônios, que são muito espertos, e no fim nos enganam a todos".
Fonte: Rádio Vaticano

Foto: "O EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA GUARDAR NOSSO CORAÇÃO DO MAL"

Para o mal não entrar no nosso coração existe uma prática muito antiga, mas tão boa, o exame de consciência. Foi o que afirmou o Papa Francisco na homilia da Missa matutina celebrada na Casa Santa Marta nesta sexta-feira.

O Evangelho do dia nos recorda que o diabo sempre volta para nos tentar, nunca deixa de fazer isto: "O diabo tem paciência - afirma o Papa Francisco -não deixa aquilo que quer para si", a nossa alma:

"Após as tentações, no deserto, quando Jesus foi tentado pelo diabo, na versão de Lucas se diz que o demônio o deixou por um tempo, mas durante a vida de Jesus voltava e voltava: quando o colocavam à prova, quando preparavam-lhe armadilhas, na Paixão, até a Cruz. 'Mas se Tu és o Filho de Deus, vem, vamos para casa conosco, assim nós podemos acreditar'. E todos nós sabemos que esta palavra toca o coração: 'Mas tu és capaz? Mostre-me! Não, não és capaz'. Como o diabo, até o fim, com Jesus. E assim também conosco".

É necessário guardar o nosso coração onde habita o Espírito Santo - sublinha o Papa "para que não entrem outros espírito". Proteger o coração, como se protege uma casa, à chave". E depois vigiar o coração, como um sentinela: 

"Quantas vezes - observa - entram os maus pensamentos, as más intenções, os ciúmes, a inveja. Tantas coisas que entram. Mas quem abriu aquela porta? Por onde entraram? Se eu não me dou conta" daquilo que "entra no meu coração, o meu coração se torna uma praça, onde todos vem e vão. Um coração sem intimidade, um coração onde o Senhor não pode falar e nem mesmo ser escutado":

"E Jesus diz uma outra coisa alí, não é mesmo? - que parece um pouco estranha: 'Quem comigo não ajunta, espalha'. Usa a palavra 'ajuntar'. Ter um coração contrito, um coração onde sabemos o que acontece, e aqui e lá se pode fazer a prática tão antiga da Igreja, mas boa: o exame de consciência. Quem de nós, de noite, antes de acabar o dia, permanece sozinho, sozinha, e se pergunta: o que aconteceu hoje no meu coração? O que aconteceu? Que coisas passaram pelo meu coração? Se não fizermos isto, realmente não sabemos vigiar bem, nem proteger bem".

O exame de consciência "é uma graça, porque guardar o nosso coração é guardar o Espírito Santo, que está dentro de nós":

"Nós sabemos, Jesus fala claramente, que os diabos voltam, sempre. Mesmo no fim da vida, Jesus nos dá o exemplo sobre isto. E para guardar, para vigiar, para que não entrem os demônios, é necessário saber recolher-se, isto é, estar em silêncio diante de si mesmo e diante de Deus, e no fim do dia perguntar-se: 'O que aconteceu hoje no meu coração? Entrou alguém que não conheço? A chave está no lugar?'. E isto nos ajudará a defender-nos de tannta maldade, mesmo daquelas que nós podemos fazer, se entram estes demônios, que são muito espertos, e no fim nos enganam a todos".

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Missa no CEAR

Hoje as 20:00h tem Santa Missa no CEAR. Vamos pedir a intercessão do Arcanjo São Rafael pela cura de nossas enfermidades. Traga você também alguém que está precisando de oração.



E neste fim de semana no CEAR teremos o Retiro de Casais, faça logo sua inscrição.
Contato com Isabel (48) 9971- 1122.

Foto: Que tal começar a semana tomando a decisão de fazer este belo retiro? Faça logo sua inscrição para o Retiro de Casais.
Contato com Isabel (48) 9971- 1122

domingo, 28 de setembro de 2014

28 de setembro: Concentração Arquidiocesana do Apostolado da Oração no CEAR

Acontece neste domingo, 28 de setembro, a “Concentração Arquidiocesana das Famílias do Apostolado da Oração”, no Centro de Evangelização Angelino Rosa (CEAR), em Governador Celso Ramos.
Com início às 8h, o evento será marcado por palestras, fraternidade e a renovação e consagração dos zeladores e associados do Apostolado da Oração ao Coração de Jesus.
O encerramento será às 16h, com a Missa presidida pelo Arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, scj.
Realizada a cada dois anos, estima-se um público de mais de quatro mil pessoas de todas as associações do Apostolado da Arquidiocese. Mais informações pelo telefone: (48) 9912-5870.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Papa Francisco: uma pastoral sem oração não chega ao coração

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O Santo Padre recebeu em audiência, na Sala Paulo VI, no Vaticano, na tarde desta última sexta-feira, 19 de setembro, os participantes no Encontro internacional intitulado “O projeto pastoral da Evangelii Gaudium” (a alegria do Evangelho), promovido pelo Conselho Pontifício para a Nova Evangelização.


No seu denso discurso, o Papa disse que este documento “Evangelii Gaudium” a Alegria do Evangelho que o Santo Padre escreveu, tem um significado programático, com consequências importantes, mas não poderia ser diferente, uma vez que se trata da principal missão da Igreja, ou seja, evangelizar. E colocou, desde logo, algumas questões: “Quantas pessoas, nas inúmeras periferias existenciais do nosso tempo, estão cansadas e abatidas e precisam da Igreja e da nossa intervenção? Como chegar até elas? Como transmitir-lhes a experiência da fé, do amor de Deus e o encontro com Jesus? Eis a grande responsabilidade das nossas comunidades e da nossa pastoral” – afirmou o Santo Padre que convidou toda a Igreja a colher os sinais dos tempos. Tais sinais devem ser revistos à luz do Evangelho.

“Este é o tempo favorável, é o momento do empenho concreto, é o contexto no qual somos chamados a trabalhar para fazer crescer o Reino de Deus.”

Esta tarefa, disse o Papa, cabe a todos aqueles que são responsáveis pela pastoral: bispos, párocos, diáconos, catequistas. Todos têm que ler os sinais dos tempos e dar uma resposta sábia e generosa aos sedentos e famintos de Deus. E advertiu que “… diante de tantas exigências pastorais, diante de tantas necessidades espirituais de homens e mulheres, corremos o risco de espantar-nos e de retrair-nos por medo ou por autodefesa. Aqui pode advir a tentação de uma certa autonomia e clericalismo” – avisou o Papa Francisco:

“Aquele codificar a fé em regras e instruções, como faziam os escribas, os fariseus e os doutores da lei, no tempo de Jesus. Teremos tudo claro, tudo organizado, mas o povo crente e à procura continuará a ter fome e sede de Deus”.

Como o dono da messe saía à busca de operários – continuou o Papa – o Bispo de Roma e os responsáveis da pastoral devem sair, em todas as horas do dia, para ir ao encontro dos mais fracos, dando-lhes conforto e apoio, e fazendo-os sentir úteis na vinha do Senhor! A Igreja parece um hospital ao ar livre: quantas pessoas feridas à espera de ajuda espiritual!” – exclamou o Santo Padre que exortou todos a perseverarem na oração:


“Uma pastoral sem oração e contemplação jamais poderá atingir o coração das pessoas. Ela se deterá na superfície e não deixará a semente da Palavra de Deus morrer, germinar, crescer e produzir frutos. Não dispomos de uma varinha mágica para fazer tudo, mas da confiança no Senhor, que nos acompanha e jamais nos abandona”. 
O Santo Padre concluiu o seu discurso aos participantes no Encontro Internacional sobre a “Evangelii gaudium”, agradecendo o empenho de todos e exortando os presentes a darem testemunho do Evangelho porque é o testemunho que dá validade à palavra! (MT/RS) RealAudioMP3

Fonte: Rádio Vaticano